terça-feira, 16 de março de 2010

O ORÁCULO VII

O ORÁCULO VI








O ORÁCULO V









O ORÁCULO IV










domingo, 14 de março de 2010

O ORÁCULO III

AQUI

 OS HEXAGRAMAS QUE SERÃO FORMADOS






Quando clicada a imagem ampliada poderá ser salva
em melhor qualidade.

sábado, 13 de março de 2010

O ORÁCULO II


“O Milefólío, Achillea millefolium, aquiléia ou mil-em-rama, era a planta de que se tiravam as hastes ou varetas para consultar o Oráculo. O método milenar é o seguinte: Usa-se um conjunto de cinquenta hastes. Uma haste é retirada do conjunto e dele não mais participa. O significado disto perdeu-se nos tempos. As Quarenta e Nove hastes restantes são agora divididas num gesto rápido e espontâneo, ao acaso, em duas pilhas que são dispostas lado a lado. Uma haste é retirada da pilha da direita e colocada entre o dedo mínimo e o anular da mão esquerda. Toma-se então a pilha da esquerda e conta-se de quatro em quatro, até só restarem uma, duas, três ou quatro hastes. Este conjunto final é colocado entre o anular e o médio da mão esquerda. Procede-se do mesmo modo com a pilha da direita, colocando o resultado obtido entre o médio e o indicador. A soma das hastes seguras na mão esquerda dá o resultado da Primeira Manipulação. Tal soma será sempre Cinco ou Nove. No primeiro caso, atribui-se o valor Três. No segundo caso, o valor Dois. As hastes da mão esquerda, que deram estes valores, são postas à parte. Inicia-se, agora, a Segunda Manipulação, com as hastes restantes das pilhas. Estas são juntadas numa única pilha que é novamente dividida, ao acaso, em duas. Nesta Manipulação, não haverá retirada da haste inicial. Procede-se à contagem da pilha da esquerda, como acima indicado, e depois, à contagem da pilha da direita, como na Primeira Manipulação. A soma das hastes seguras na mão esquerda, agora em dois grupos, será Oito ou Quatro. Atribui-se o valor Três no primeiro caso, e Dois no segundo. Tais hastes contadas são também postas à parte, e passa-se à Terceira Manipulação. Na Terceira Manipulação, depois de novamente dividir as hastes restantes em duas pilhas, ao acaso, repete-se todo o processo, como na Segunda Manipulação, também sem a retirada da primeira haste. Divide-se a pilha em duas, ao acaso, retirando grupos de quatro até que restem somente Uma, Duas, Três ou Quatro hastes. Somam-se os dois grupos retirados e que estão mantidos na mão esquerda. O resultado será um Quatro ou um Oito, aos quais novamente atribuem-se os valores de Dois ou Três, respectivamente. As Três Manipulações revelam a Primeira Linha do Hexagrama — a que fica na posição inferior — dentro de quatro possibilidades: Seis, Sete, Oito ou Nove, que são a soma dos valores das Três Manipulações. Seis e Oito representam Linhas de Yin, divididas, e Sete e Nove representam Linhas de Yang, indivisas. Note-se que Seis e Nove formam Linhas Flutuantes, Sete e Oito formam Linhas Firmes. Obtida a Primeira Linha do Hexagrama reúnem-se as Quarenta e Nove hastes, para se descobrir a Segunda Linha, e assim por diante, até a Sexta Linha, a superior, requerendo-se, portanto, Dezoito Manipulações, para encontrar o Hexagrama. Este processo lento e complexo é excelente indutor ao clima de meditação e serenidade adequada à consulta. Foi, entretanto, substituído, já no Primeiro Milênio da Era Cristã, pelo processo das Três moedas.”
   Trecho do livro ”O Livro das Mutações- Oráculo Chinês”

sexta-feira, 12 de março de 2010

I CHING - O ORÁCULO I



CONSULTA COM VARETAS


Para as pessoas que gostam de consultar o I Ching, farei uma sequência de postagens com imagens mostrando como são os procedimentos que dever ser realizados para se obter o Hexagrama-resposta através de Varetas.

Aqueles que se interessarem pelo material, quando se clica na foto ela aparece em melhor resolução.

Só postarei os procedimentos. Ele é indicado quando se deseja fazer uma consulta em momento especial e com atitude meditativa. Silencio e calma como exigem os momentos de gravidade para os que buscam respostas ou consulta ao Oráculo.

As varetas a serem utilizadas podem ser as coloridas do “Jogo de Vareta” ou pode ser encontradas para uso na culinária, churrasquinhos, ou palitinhos de “JAPA”. A pessoa deve procura uma que possua uma textura agradável ao tato, uma espessura confortável ao manuseio, considerando o volume que precisa ser seguro.

Tenho preferência especial pela consulta com as varetas e consulto o oráculo apenas em momentos absolutamente especiais ou cruciais. Penso que assim reservo ao oráculo a condição de ritual meditativo, protegido de banalização e de dessacralização. Aliás, se conduzirmos nossa vida referenciados no sentido divino da existência, naturalmente nos permitimos ficar em sincronia com eixo do mundo, com o pé na estrada navegando entre o profano e o sagrado.
Na modernidade dessa civilização muitos são aqueles que não querem se submeter a ditames religiosos ou à autoridade regiligiosa, isto não retira a religiosidade de ninguém, já que não necessitamos de intermediários para conectarmos com o Sagrado. Mas não precisamos abrir mão as conquistas "sábias" da humanidade. O I ching é assim: envolto em mistérios e Sapiência nos ensina e nos livra da solidão existencial neste infinito universo divino. E a busca de compreensão  ou leitura dos hexagramas é um excelente exercício para a compreensão arquetipica de nosso alma.
Podemos não aceitar essa China "moderna" e tirãnica com povos guerreiros e pacifistas como os TIBETANOS, mas tenho  admiração pelo passado deste povo fenomenal e pela sabedoria cultivada secularmente.  E o oráculo é um  resultado dessa sabedoria milenar.

quinta-feira, 11 de março de 2010

DRÃO




"Drão!
"O amor da gente
É como um grão
Uma semente de ilusão
Tem que morrer pra germinar
Plantar nalgum lugar
Ressuscitar no chão
Nossa semeadura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Nossa caminhadura
Dura caminhada
Pela estrada escura..."
"...Os pecados são todos meus
Deus sabe a minha confissão
Não há o que perdoar
Por isso mesmo é que há de haver mais compaixão
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Se o amor é como um grão
Morre, nasce trigo
Vive, morre pão..."

Gilberto Gil 


quarta-feira, 10 de março de 2010

CAFÉ COM ZEN - Epílogo





O Sabor
“Conhecedores” de vinhos sabem que pelo bouquet, de um vinho pode-se distinguir a sua qualidade. Para quem ainda não diferencia o aroma com sofisticação, experimente distinguir o cheiro de vinagre do aroma de um bom vinho.

Para quem desenvolveu a capacidade perceptiva dos aromas, saberá que pelo aroma pode-se intuir ao mínimo a possibilidade do sabor da matéria.

Fora isso resta desenvolver o paladar para usufruir da fruta transformada.

Homens são capazes de distinguir o fogo ardente de uma mulher pelas moléculas aromáticas que exalam em períodos de fertilidades.

Chama detecção de fero hormônios. Mas se a detecção é excitante, melhor mesmo é poder saborear a fonte do aroma, fonte do prazer.

Melhor do que tudo é saborear

Sabor e ar

O café bem preparado
EPÍLOGO
Na fazenda, no canpo, no café, a beira lago, no foie, no encanto

Aconhegante da casa, na varanda, à luz de velas, a média luz...
 Encontre um canto e pronto...
Sente-se e calmamente viva o prazer de viver.

Comecei esta série relatando o sonho que tive:
"Esta noite tive um sonho singular, sonhei um encontro e um diálogo com um Chief de cozinha. Conversávamos sobre o Zen e a arte de tomar café. Vou partilhar a curiosidade com aqueles que gostam de tomar café."

E o sonho foi este diálogo, uma viagem, acrescentado de informações técnicas fornecedida pelo site da ABIC, link anteriormente indicado .

Bom!...Com licença, vou agora preparar meu café...

terça-feira, 9 de março de 2010

CAFÉ COM ZEN IX





A LOUÇA...


Beba o café em xícara de Porcelana.

O sabor é realçado e a temperatura constante.

E o REQUINTE

Abandone preconceitos. Você também é Real.
Se permita escapar do comum, Do senso comum.
Sente-se com calma, Sinta-se. Com elegância.
Tudo Bem!
Tem hora para o cafezinho em pé, no balcão,
No burburinho do mercado.
Mas... Estamos falando de outro momento. Se permita a calma...apreendida.
Delicadeza. O requinte é questão de impecabilidade;
 Perfeição; Esmero. Primor... Apuro.
Excesso, friamente calculado.
Se permita calmo...
Sentado...
Tranquilamente...
Num momento único em tua vida...
Saboreando um café.
Faça do aparentemente comum a magia de sua vida.

Há que acredite que o requinte é para ser invejado pelo "outro", admirado pelo "outro",
buscam o requinte para se exibirem, mas não espelham requinte,
exibem aquilo que aparenta requinte, mas não o é.
No coletivo a educação se mostra requintada,
no privado, o requinte é experimentado, vivido, sentido, não exibível.

O Universo conspira a seu favor
quando pressente
que você transpôs o "portal".


 

domingo, 7 de março de 2010

CAFÉ COM ZEN VIII





  A TEMPERATURA

Existe um Timing, um TEMPO chave de aquecimento d’água. Pessoas têm preferência de temperaturas  relacionado ao líimiar de sensibilidade proprioceptivo, excitabilidade, resistência, percepção de estímulos, etc. Existem o que têm um limiar mais elevado de resistência ao calor e têm preferência pelo café mais super aquecido, queimando a língua. Eu sempre penso na temperatura que irá estimular os receptores neurosensitivos. Existe uma temperatura ideal para conseguir realizar a magia do café, e possivelmente ela variará com a natureza de cada individuo. E há uma variável também significativa, é a relação entre a quantidade de pó e a temperatura d’água, que produzirá a alquimia perfeita, a OBRA PERFEITA.
Não se pode esquecer que o fogo é elemento chave nesta transmutação elemental

Para os alquimistas a Obra Perfeita era resultado da união de vários procedimentos com a matéria adequada para ser transformada em Ouro.  Hoje sabemos que os procedimentos buscavam mais do que metamorfosear substâncias em ouro, eles buscavam a iluminação, a transcendência. Realizar a metamorfose dos elementos para se metamorfosearem em seres mais  plenos.
Esta é a busca interessante: unir o vegetal com o mineral, aquece-los e produzir uma bebida que possa nos levar a um estado de harmonia absoluto com o mundo, mas essa manipulação é apenas mediadora de nossa própria transformação. 

Adendo INFO

O tempo de contato entre água e café deve ser:

Para moagem fina - até 4 minutos

Para moagem média - de 4 a 6 minutos

Para moagem grossa - de 6 a 9 minutos
Este tempo varia conforme o equipamento e a preferência pessoal.

Use a medida correta. Utilize de 80 a 100 gramas de pó (aproximadamente 5 a 6 colheres de sopa) para 1 litro de água. Se a bebida resultar sem sabor, aumente a quantidade de café. Se ela ficar amarga, áspera ou desagradável, diminua o tempo de contato da água com o café, diminuindo a quantidade do pó.

A água utilizada deve ser apenas aquecida - não pode ferver, pois a perda de oxigênio altera a acidez do café. A temperatura ideal de preparo é próxima dos 90oC.

sábado, 6 de março de 2010

CAFÉ COM ZEN VII




O lugar

            O Café é uma bebida flexível como o BAMBU, 
é amigo da suave brisa dos Campos Elíseos,
 do Mar ou da Ventania que corta o ar.
Ele se dobra flexível como o bambu,
 por isso se mostra moldável e ajustável com o lugar.
 Mutante mutável. 
Não importa se o lugar é simples cabana ou castelo empertigado.
Se o ambiente é inquieto e barulhento 
ele promoverá inquietação pois recebido pelo corpo quente 
reacenderá a fornalha elevando a quentura, movimentando a matéria.
Se o espaço é de quietude ele vibrará em silêncio pulsante,
 respeitoso, ativará os campos de força ligando o individuo sem desestabilizá-lo, 
sem inquietá-lo, apenas acendendo-o com calor confortável.
Se tomado em pé e na correria ele se agitará no corpo inquieto, 
se chocalhará como guizo rabo de cobra inquieta, bumbo no terreiro.
Mas se quieto for sorvido, calmamente descerá ao seu destino,
 sintonizando o espírito, aquecendo a alma.
Essa é a característica mais fantástica do café;
Sua MALEABILIDADE. 
Ele se conforma à água.
Se ela inquieta ele a inquieta mais como o seu fogo
Se ela acalma, ele a faz pulsar como uma folha
ao tocar o lago suave de uma noite de lua cheia.

“Tranquilamente sentado,
Nada fazendo...
As montanhas são verdes...
O céu é azul".
E a brisa suave que sofra acariciando o corpo por fora para viver paz...
E o lugar?
A gente faz.

sexta-feira, 5 de março de 2010

CAFÉ COM ZEN VI




O Aroma
Quando unimos a boa matéria, “o café”,

Com a água pura de sabor equilibrado,

Daquelas que sacia a sede do sedento ressecado,

Mas... aquecida pelo fogo alquímico, na temperada que tira o sabor do pó sem roubar-lhe a roupagem,
uma transformação mágica se faz:
um aroma perfumado das flores dos campos de café de Minas,
de São Paulo, do Paraná ou de além mar,
realçam o ambiente e quando aspirados penetram o corpo
provocando a ativação da memória primordial da natureza humana.
Basta aspirar...respirar,  cheirar, sentir,
É como reencontrar a origem.
Renascer, Se colocar no caminho da vida, em união com o espírito sagrado.
Neste momento desta explosão alquímica se inicia a metamorfose,
aí só resta ao individuo mergulhar neste oceano primordial,
se permitir ficar na aura de magia e
sorver a felicidade e a harmonia.

Se Houver silêncio a meditação se inicia e a relação com a magia se faz.

Muitos são aqueles que acham que conexão com o divino é apenas no silencio abissal das dimensões desconhecidas.

Enganam-se!

Meditar é vibrar em união com o universo e para isso precisamos atravessar o portal que nos conecta com o Divino, nos sintonizando com sua vibração.

Basta Isto!

Saber se colocar em um estado vibracional,

Em uma disposição mental, emocional, física, que nos permita essa conexão.

Esta conexão exige uma vibração especial

A união do Silêncio

Com o estado harmônico e

vibracional do corpo e o

se permitir ficar no TOM.

Não há milagres,

Nem benesses do deuses,

A porta está aberta, basta entrar.

Ou melhor, aspirar o aroma e viajar.

quinta-feira, 4 de março de 2010

CAFÉ COM ZEN V




PREPARO
"Após todo processo produtivo, o café passa pela etapa do preparo para consumo. O preparo correto é fundamental pois é nesta etapa que todo esforço de produzir um café de qualidade culmina. O preparo, que consiste na extração do sabor e aroma do café torrado e moído através de água quente, possui variantes culturais que determinam diferentes processos de preparo, mas deve seguir algumas regras básicas para a obtenção de um bom café".

TIPOS DE PREPARO
"A adição de água quente ao café torrado e moído, produzindo então a bebida café,é um processo chamado de infusão, e pode ocorrer por filtragem, percolação, prensagem ou pressão,sendo que cada um destes produz tipos de bebidas distintas".

Filtragem:
"O pó é acondicionado em um filtro, de papel ou de pano,
com adição de água quente não fervente por cima.
Este método é muito utilizado na cultura brasileira de preparo,
através de coadores caseiros e cafeteiras elétricas,
dando origem ao tradicional cafezinho".

Percolação:
"Método onde se coloca o pó de café no centro de um equipamento moka,
que posicionado em um fogão faz a água entrar em ebulição e
 pressionar café líquido para um recipiente.
É a forma mais utilizada para consumo de café na Europa".

 Prensagem:
"Em um recipiente de vidro se coloca o pó de café
misturado com água quente não fervente
 e em seguida introduz-se um filtro
que é pressionado por um êmbolo
que separa o pó do café já pronto para consumo.
O método, que virou moda entre os norte-americanos,
 é conhecido como Prensa Francesa".

 Pressão:
"Conhecido como café expresso,
neste preparo o café é moído na hora e acondicionado em um filtro
 que sofre uma pressão de água a 90oC e 9Kg de pressão
durante 30 segundos em média,
 gerando uma bebida cremosa e aromática.
Criado pelos franceses,
o café expresso é considerado o método mais apropriado
para apreciação de todas as nuances desta bebida"
 
 

quarta-feira, 3 de março de 2010

CAFÉ COM ZEN IV





O CAFÉ


Parafraseando o zen...

O Café nada mais é do que isto:

Você escolhe um bom café.

Aquece a água.

Une os dois,

saboreia o encontro

e se permite navegar na alegria.

Com o café não tem meio termo, não existe nada tão pouco zen e provavelmente por isso mesmo ele é como um fogo que aquece o espírito zen, depois, naturalmente, de acendê-lo. Por isso ele deve ser associado com cautela ao dia a dia.

Aqueles que gostam da chama tendem a querer mantê-la aquecida, quando usam em excesso aumentam a fornalha e transcendem a vibração harmoniosa da união do espírito zen com a vibração que o acalenta.

Neste aspecto a fornalha superativada faz o espírito arder além do necessário em vibrações que levam o corpo para estágios mais acelerados e mais instáveis.

Neste estágio o discípulo deve escolher um bom mestre, isto é, um bom café.

Não há como esperar milagre da essência que não foi cuidada no seu nascimento. Se o instrumento não permite afinação não se pode tocá-lo com maestria, a viagem musical fica comprometida.

Cada estágio de evolução está ligado à consciência que temos para atingi-lo, ao que somos capazes de acionar na rede do mundo. O café também assim o é.

Um conhecido, psicanalista freudiano, contou-me um acontecido na sua historia. Uma cliente em sua seção analítica saiu correndo do divã e subiu na janela ameaçando se jogar, a sala ficava no 20 andar de um edifício no centro de Belo Horizonte. Ele ficou paralisado, e a moça ameaçando se lançar no vôo para a morte (Jung relata caso parecido). Ele lembra-se de ter falado que ela podia escolher entre finalizar naquele momento sua jornada ou se transformar em coisa melhor a ser realizada. Ele, muito reservado, disse que a moça não pulou. O que ele queria nos dizer é que nós podemos escolher em que nível de aprimoramento podemos chegar. Existe, os menos exigentes que se satisfazem apenas com o mínimo e outros que sabem que a sofisticação pode ser definida com o refinamento da consciência (isto não quer dizer de maneira nenhuma ter muitas posses).

O café é assim, se ele é de qualidade sua combinação será esplêndida, se foi cultivado, colhido e torrado com descaso, dificilmente ele terá o que oferecer, já que nada recebeu para se tornar pleno.

OBS.:
O Café da  imagem me foi presenteado por Simone Robson, apreciadora de café. Diariamente às 17:00hs ela se permite uma pausa em suas tarefas para tomar um café com requinte de sabor.

terça-feira, 2 de março de 2010

CAFÉ COM ZEN III

  SE LIGUE...SINCRONIZE-SE
O TEMPO É O PRESENTE
A HORA É AGORA
O LUGAR
É
AQUI.


ZEN  II

Muitos sabem que EM ALGUM TEMPO E LUGAR vivemos momentos absolutamente mágicos. Ficam tão encantados que saem desesperados pela vida querendo mais. Nada mais natural. A vida é pura magia e quando conseguimos sintonizar esse encantamento é por que entramos num faixa vibracional sincronizados com as pulsações, frequência (número de oscilações de um movimento vibratório) e ritmo do universo. E nesses momentos “sabemos” que isso é BOM. Que assim a vida faz sentido! E nada mais natural sair perseguindo esse Ponto de Aglutinação, Sintonia e harmonia.


Em geral pessoas acreditam que essa magia tem a ver com estética. Não tem! Ainda que a estética exista no contexto.

Outros encontram mais facilidades ao se perceberem envolvidos em certos cenários diferenciados ou paisagens. Enganam-se! Cenários, pessoas e paisagens podem favorecer uma aura de magia, mas é apenas armadilha do distanciamento, ou encantamento do espelho (narciso).

Existem os que recorrem a drogas lícitas ou ilícitas e conseguem uma sensação aparentada enganadora. Intoxicam o corpo intensamente e só conseguem se distanciar do “Caminho”.

Existem os que acreditam que chegam a essa magia se diferenciando da maioria. A diferenciação é fundamental, mas não a diferenciação de poder ou estética. Uma outradiferença... Que é o próprio caminho.

O narcisismo provavelmente seja a armadilha mais atroz. Toda armadilha pelo engano que provoca no indivíduo, retirando-o do caminho, é pungente. E assim considero o narcisismo por que ele tem um poder fenomenal de criar uma aura de magia onde ela só é real na imagem do espelho, no reflexo, na ilusão.

Quanto mais limpo o organismo, mais desintoxicado, mais próximos ficamos deste ponto “zen” e maior o nosso poder de acioná-lo, nos plugando nesta sintonia.

Como somos seres Bio-físico-químico, não podemos esquecer que o que ingerirmos, sua qualidade, pureza definirá nossa relação vibracional. Se ingerirmos, pesticidas, agrotóxicos, fungicidas, etc, sofreremos as consequências vibracionais da química invasiva, dissociativa e desintegradora.

Não há como chegar ao paraíso relevando intermediários que nos impeçam de acionar os campos de força do organismo ou que promovam a interconexão destes chacras do corpo.

Só posso conceber o ZEN como esse Ponto de Conexão, que chamo PONTO de AGLUTINAÇÃO, onde todos os campos e subcampos de força, vibram em uníssono, interconectados pelos canais de energia do corpo que nos faz receptores da energia cósmica.  Nós nacemos para sermos seres cósmicos iluminados. Mas para isso precisamos acordoar desse sono aprisionador e conturbado dessa civilização construída por guerreiros alucinados.

segunda-feira, 1 de março de 2010

CAFÉ COM ZEN II

 

O ZEN



  Para pensar no Café com Zen,

só posso concebê-lo a partir do caminho da

Arte da Cerimônia do Chá

“O Chá nada mais é do isto :

Primeiro você aquece a água,

Depois você prepara o chá.

Depois você bebe adequadamente.

Isso é tudo o que você precisa saber.”

Ensinamento zen

Existe entre nós e o mundo um contato sutil e delicado realizado através dos nossos sentidos. Percebemos o mundo através deste complexo sistema sensorial desenvolvido pela nossa natureza em 160.000 mil Km de rede neural. Assim sendo as luzes, os sons, as sensações táteis quando tocados até mesmo por uma leve brisa é capaz de nos inundar de sensações, os sabores dos alimentos provocam uma explosão sensorial fantástica. Mas nada se iguala a um contato tão poderoso quanto o poder dos aromas e do inodoro.

Para mim só concebo pensar em aromas pensando em cores. Mas o mais poderoso toque que determina toda a nossa relação com o mundo é aquele momento exato em que respiramos. A maioria das pessoas considera a respiração como uma função mecânica e banal. Mas a respiração é a poderosa porta que aberta nos liga è nos sincroniza com o universo.

Aquele exato momento em que o ar, o prana, penetra o corpo e é incorporado pelos alvéolos na corrente sanguínea é o momento mágico em que a vida entre em nós, em que o mundo entre em nós se produz a explosão de vida e de energia dentro do corpo.

Sem este “momentu” não se vive. Se este momento não se realiza na sua plenitude tudo o mais se torna disfuncional. Este “momentu” determina um ponto mágico na relação do individuo com o mundo.

Ele acontece dentro de um “time” especial. Um tempo sensorial que pode ser alongado ou encurtado. Quando alongado ele coloca o corpo em sintonia, sincronizado com o ritmo do universo. E esse Ponto de Conexão e de relação é o que consigo sentir como o estado Zen, onde o dentro e o fora deixam de existir e nos tornamos uno com o universo, em vibração e harmonia, frequência e ritmos, intensidade e profundidade.

Esta sutil relação com o universo define um estado de absoluta plenitude e integração, onde só o que existe é a vida. O corpo vibra em ressonância com o meio, como num lago que reflete a luz da lua cheia, como no momento seguinte ao abandono no orgasmo. Puro êxtase.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

CAFÉ COM ZEN

  
O Zen na Arte da Cerimônia do Café

Esta noite tive um sonho singular, sonhei um encontro e um diálogo com um Chief de cozinha. Conversávamos sobre o Zen e a arte de tomar café. Vou partilhar a curiosidade com aqueles que gostam de um bom café.

Interessante porque apesar de parecerem diametralmente distanciados, O Zen e o Café possuem nessa união o que eu poderia chamar um encontro perfeito. Se o Zen pode ser considerado como o caminho do meio, O Café parece-me a bebida que quando saboreada, respeitando certos detalhes, pode ser um instrumento que coloca o individuo no centro do caminho do meio. Como “O Caminho do Meio”, o zen é o equilíbrio entre duas forças antagônicas que fazem o indivíduo viver os extremos desses opostos que se exercem uma atração, olho no olho, sob nós. Quando um lado pisca, somos levados, irremediavelmente, para a outra extremidade e sofre-se as consequências do impacto, dessa gangorra, alterações sensoriais e funcionais de frequência e vibração.

Para experts em Zen ou na arte de sorver o Café, recebam esses comentários com a suavidade que agora me envolve o aroma do coffea arábico, sem querer imiscuir em áreas de domínio alheio, mas que busca apenas saborear a delícia delicada desse momento. Tentarei me referendar ao zen sem querer conceituá-lo para explicá-lo, mas como percebo que o mundo no momento nos exige uma postura zen diante da realidade, buscarei passar a sutilieza desse momento para os que não o percebem. De resto sou apenas um Brasileiro mistura de Germano com Português que nunca esteve no Japão ou na china, mas que ama o ZEN. 

O Zen

O Café

O lugar

O Sabor

O Aroma

A Temperatura

A Louça e o Requinte.


                                                                                                                             continua...

sábado, 27 de fevereiro de 2010

NASRUDIN 3

  
Porque hoje é sábado de luz, aqui nos trópicos, e de frio e neve no Norte, mais algumas histórias de Nasrudin:

O ELEMENTO INESPERADO

Já altas horas da madrugada, dois bêbados começaram uma discussão infernal bem debaixo da janela de Nasrudin, que prontamente acordou, enrolou-se no seu único cobertor e saiu correndo para tentar acabar com a gritaria. Mal começara a tentativa de apaziguar os ânimos, um deles arrancou-lhe o cobertor
e os dois saíram correndo, "Sobre o que discutiam?", perguntou sua mulher assim que Nasrudin voltou da rua, "Devia ser a respeito do cobertor. Assim que o conseguiram, a briga terminou."

O CONTRABANDISTA

Volta e meia, Nasrudin atravessava a fronteira entre a Pérsia e a Grécia montado no lombo de um burro. Toda vez, passava com dois cestos cheios de palha e voltava sem eles, arrastando-se a pé. Toda vez, a guarda procurava por contrabando. Nunca o encontrou.
"O que é que você transporta, Nasrudin?"
"Sou contrabandista."
Anos mais tarde, com uma aparência cada vez mais próspera, Nasrudin mudou-se para o Egito. Lá encontrou um daqueles guardas de fronteira,
"Diga-me, Mullá, agora que você está fora da jurisdição grega e persa, instalado por aqui nesta vida boa - o que é que você contrabandeava, que nunca conseguimos pegar?"
"Burros."




PICADA DE COBRA

Perguntaram a Nasrudin: "Para que esse antídoto contra picada de cobra, Mullá?"
"É que peguei um pedaço de pau e achei que era uma cobra", respondeu Nasrudin.
"Mas um pedaço de pau não o picaria!"
"E a cobra de verdade que eu peguei para bater no pedaço de pau?"

NASRUDIN POSTOU-SE NA PRAÇA DO MERCADO
 E DIRIGIU-SE À MULTIDÃO

"Ó povo deste lugar! Querem conhecimento sem dificuldade, verdade sem falsidade, realização sem esforço, progresso sem sacrifício?"
Logo juntou-se um grande número de pessoas, com todo mundo gritando:
"Queremos, queremos!"
"Era só para saber", disse o Mullá. "Podem confiar em mim, contarei a vocês tudo a respeito, caso algum dia descubra algo assim."

O REMÉDIO

Um homem herdou uma grande fortuna, mas, em pouco tempo, dilapidou seu patrimônio de uma tal maneira, que não lhe restou um centavo sequer. Sem saber o que fazer, foi queixar-se a Nasrudin.
"Multa, estou numa situação terrível", disse. "Estou a ponto de ter que pedir esmolas para sobreviver. Que faço? Qual é o remédio?"
Nasrudin refletiu por um instante e respondeu:
"Não se preocupe, suas aflições terminarão em breve".
O perdulário entusiasmou-se:
"Como? Acaso voltarei a ser rico?"
"Não, não," respondeu o Mullá, "você se acostumará a ser pobre!"

O VALOR DE UM DESEJO

Nasrudin tinha um búfalo, cujos chifres eram bem afastados um do outro. Sempre imaginava que, caso conseguisse instalar-se entre eles, seria exatamente como estar sentado num trono. Um dia, o animal sentou-se bem próximo, e a coisa mais simples do mundo seria acomodar-se entre os chifres. Nasrudin não pôde resistir à tentação. O búfalo, quase de imediato, levantou-se e jogou-o longe.
Sua mulher, ao encontrá-lo desmaiado no chão, começou a chorar.
"Não chore", disse Nasrudin assim que voltou a si. "Tive meu sofrimento, mas ao menos realizei também o meu desejo."